Dois meses após o massacre na boate norteamericana Pulse, em Orlando, a sobrevivente Patience Carter, 20 anos, concedeu uma entrevista à NBC onde fala sobre a tragédia que mudou sua vida.

“Cada dia parece uma montanha russa emocional, lembrando do rosto de pessoas que não estão mais aqui. Dançar com alguém e depois ver aquela pessoa sangrando é um impacto enorme, que afeta a sua vida para sempre.”

Carter passava férias em Orlando quando foi saiu para dançar com dois amigos para comemorar o sucesso acadêmico de um deles. Quando Omar Mateen começou a disparar tiros na pista de dança da Pulse, correu para fora da boate, mas depois retornou para procurar uma das amigas, que havia ficado lá dentro. Um de seus amigos acabou assassinado no tiroteio, assim como o rapaz que a protegeu enquanto se escondiam dentro do banheiro.

Patience levou dois tiros, um em cada perna, e recentemente voltou a caminhar sem muletas. Sua recuperação, física e psicológica, está sendo um processo longo e árduo.

“Eu tento olhar para a situação como uma terceira pessoa, ao invés de lembrar como alguém que viveu aquilo, porque os pensamentos e imagens são muito fortes. (…) Se você procura olhar como um reporter ou outra pessoa de fora, fica mais fácil de lidar.”

Patience atualmente está escrevendo um livro sobre a tragédia, e planeja uma fundação em nome de seus amigos que faleceram naquele dia, para atrair atenção à causa LGBT e ao controle de armas nos Estados Unidos.