O cantor (até então) abertamente gay Sam Smith conversou com a atriz Jameela Jamil (um mulherão da porra, sobre quem eu ainda quero fazer um puta post) no primeiro episódio do movimento sobre positividade do corpo I Weigh (algo como “eu tenho peso”, em inglês).

“Eu não sou homem nem mulher. Acredito que flutuo em algum lugar nesse meio”, disse Sam Smith.

O cantor mergulhou fundo em assuntos pessoais como o convidado inaugural da série de entrevistas para o Instagram de Jameela Jamil (famosa por interpretar Tahani, na série The Good Place), jogando luz sobre sua identidade de gênero e lutas com sua autoimagem.

Na entrevista publicada na última sexta-feira, Smith disse que ouvir histórias de outros indivíduos não-binários o ajudou a se identificar como queer e não-binário.

“Quando eu via os não-binários, queer, e eu explorava mais o assunto, eu ouvia essas pessoas contando, eu me toquei, ‘porra, eu sou assim'”, disse o cantor. “Queer não-binário significa que você não se identifica em um gênero – você é só você”.

“Você é uma mistura de várias coisas diferentes. Você é sua própria criação especial”, continua. “É assim que eu vejo: não sou homem nem mulher. Acredito que flutuo em algum lugar nesse meio. Está tudo no espectro”.

Ele também disse que ainda não tem 100% de certeza sobre isso, mas sente que se identificou com as histórias dessas pessoas.

Smith demonstrou sentimentos semelhantes em uma entrevista de outubro de 2017 com o The Sunday Times, em que ele anunciou: “Sinto-me tão mulher quanto eu sou homem”. Nas entrevistas de 2017 e 2019, ele não especificou uma mudança nos pronomes.

O vencedor de quatro Grammys tornou-se cada vez mais vocal sobre sua batalha com a imagem corporal. Embora Smith tenha perdido 22 quilos antes do lançamento de seu álbum de 2017, The Thrill of It All, ele ainda precisa “lutar contra a porra” de suas inseguranças.

Este foi o caso em fevereiro, quando ele postou uma foto sem camisa de si mesmo no Instagram para “celebrar meu corpo como ele é”.

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In the past if I have ever done a photo shoot with so much as a t-shirt on, I have starved myself for weeks in advance and then picked and prodded at every picture and then normally taken the picture down. Yesterday I decided to fight the fuck back. Reclaim my body and stop trying to change this chest and these hips and these curves that my mum and dad made and love so unconditionally. Some may take this as narcissistic and showing off but if you knew how much courage it took to do this and the body trauma I have experienced as a kid you wouldn’t think those things. Thank you for helping me celebrate my body AS IT IS @ryanpfluger I have never felt safer than I did with you. I’ll always be at war with this bloody mirror but this shoot and this day was a step in the right fucking direction 👅🤘🏼🍑

Uma publicação compartilhada por Sam Smith (@samsmith) em

Ele falou mais sobre essa jornada em sua conversa com Jamil, revelando que sofreu bullying por “ter seios” quando criança e foi submetido a uma lipoaspiração aos 12 anos.

“Na época, acho que fiquei muito feliz com isso”, lembrou Smith. “Isso realmente não mudou nada. Acho que recuperei o peso em duas semanas porque não descobri a minha relação com a comida, por isso não mudou nada. Mas ter 12 anos e ter lipoaspiração no peito é um grande problema. ”

Nos dias de hoje, Smith disse que está mais determinado do que nunca a ser aberto sobre suas inseguranças, porque os homens geralmente tendem a ser mais relutantes do que as mulheres a falar sobre a imagem corporal.

“Até mesmo fazer esse bate-papo é meio estranho, porque os caras não falam muito sobre isso em grande escala”, disse ele.

Assista à entrevista de 30 minutos completa, em inglês sem legendas.