Os livros enviados à rede municipal de ensino de Ariquemes, no Vale do Jamari, em Rondônia, foram violados por ordem do prefeito e vereadores. Eles proibiram que as escolas entregassem os livros com os trechos que continham questões de gênero aos alunos do ensino fundamental.

Todas as páginas de livros didáticos que trouxerem diversidade sexual, casamento homossexual ou uso de preservativos serão “suprimidas”, por ordem do poder executivo, afirma o G1.

A proibição veio a partir de uma reunião entre o prefeito Thiago Flores e 12 vereadores, que nomeou uma comissão para ficar responsável pela fiscalização do procedimento, pode um negócio desses?

No início de janeiro, oito vereadores protocolaram um pedido de recolhimento dos livros didáticos disponibilizados pelo MEC, para evitar a discussão sobre ideologia de gênero nas escolas do município.

Em agosto do ano passado, os livros foram entregues às escolas, mas recolhidos novamente dos alunos pela Prefeitura.

O que as autoridades não percebem é que só estão retardando a discussão. Mais cedo ou mais tarde, isso vai ter que acontecer, de uma forma ou de outra. Que papelão, hein?

O vereador Amalec da Costa (PSDB), um dos responsáveis pelo ofício que pede o recolhimento do material, disse que existe uma lei municipal que não permite a exposição de conteúdos com ideologia de gêneros aos alunos do ensino fundamental. Aham, sei.

“Estes livros enviados pelo MEC vêm com conteúdo de formação de família por homossexuais, orientação sexual, uso de preservativo. Entretanto acreditamos que estes assuntos devem ser abordados pelos pais e não nas sala de aula, principalmente por lidar com crianças”, disse Amalec, que ainda completou que o estado não tem competência para interferir na autoridade dos pais sobre os assuntos.

Dá pra acreditar num negócio desses?