2019 é um marco para a história da conquista dos direitos da população LGBTQ. Isso porque este ano completam 50 anos da Rebelião de Stonewall (que eu, particularmente, gosto de chamar de Revolução de Stonewall), o que vai ser comemorado por todo o mundo, inclusive sendo tema da 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a maior do planeta!

Nas primeiras horas de sábado, 28 de junho de 1969 a polícia fez uma batida no bar gay Stonewall Inn, na cidade de Nova York.

Essa ação, que na época era tão corriqueira, levou a população LGBTQ a fazer protestos pelos 6 dias seguintes, com muita violência policial, e foi um catalisador para a luta pelos direitos gays nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

Nova York, 1969

Até os anos 60, as relações homossexuais eram ilegais em Nova York. Além de que existia um estatuto que permitia que a polícia prendesse pessoas vestindo menos de três peças de roupas tidas como “apropriadas”.

Naquela época, a Associação Psiquiátrica Americana considerava homossexualidade uma doença mental e um desvio de comportamento ao mesmo tempo.

A prática de sodomia, mesmo quando praticado em casa por adultos, era passível de prisão em 49 dos 50 estados americanos, com penas que passavam dos 20 anos de cadeia, podendo chegar até a prisão perpétua.

Ser homossexual era tão ilegal quanto roubar carros ou lavar dinheiro.

Pessoas LGBTQ eram frequentemente internados em clínicas, submetidos a lobotomia, castrações químicas, e outras formas de tratamento do “homossexualismo”. Na televisão eram exibidas propagandas que alertavam para os perigos de se conviver com homossexuais, sempre comparando-os a pedófilos.

Por esses motivos, a população LGBTQ fazia de bares e boates, refúgios onde podiam se expressar abertamente e socializar sem maiores preocupações.

Foto: Fred W. McDarrah

Autoridades responsáveis pela regularização de bebidas em Nova York penalizavam e interditavam diversos estabelecimentos que serviam álcool a pessoas abertamente LGBT argumentando que a mera união de pessoas homossexuais já configurava desordem.

Graças aos esforços de ativistas, essas regulamentações mudaram em 1966 e donos de bares LGBT agora poderiam servir álcool. Mesmo assim, o comportamento gay em público – andar de mãos dadas, beijar ou até mesmo dançar com alguém do mesmo sexo- ainda era ilegal.

Então, em nome dos “bons costumes”, a polícia continuou a abordar bares gays e muitos outros bares que operavam sem licença para vender bebida alcoólica.

Na década de 60, o Estado de Nova York estava comprometido a por as leis antisodomia em prática. Tão comprometido que, na verdade, eles colocavam as pessoas em armadilhas: policiais à paisana perseguia indivíduos LGBTQ, comprava bebidas para eles e fazia ofertas – daí, prendia aqueles que aceitavam.

Em meados dos anos 60, mais de 100 homens gays eram presos por semana.

Foi nesse cenário que sobrevivia o bar Stonewall Inn em Nova York.

O que era o Stonewall Inn

O Stonewall Inn surgiu depois que uma família criminosa de Gênova viu uma oportunidade de lucrar servindo à clientela gay em meados dos anos 60. Eles já controlavam a maior parte dos bares gays em Greenwich Village.

Em 1966, essa família comprou esse estabelecimento, que funcionava como bar e restaurante hétero, reformaram e reabriram no ano seguinte como bar gay, registrado sob a licença de “bar privado”. Assim, ele não precisaria de licença para vender bebidas alcoólicas porque as pessoas poderiam levar sua própria bebida.

A família genovesa oferecia propina para a Polícia de Nova York para ignorar as atividades que aconteciam dentro do clube.

Sem interferência da polícia, a família criminosa podia cortar custos da forma que julgava melhor: a boate não tinha saída de emergência, nem água potável para lavar os copos, ou sequer limpar os banheiros, que não funcionavam apropriadamente.

Além disso, a máfia chantageava os frequentantes mais ricos do clube, que geralmente eram financistas de Wall Street, que queriam manter sua sexualidade em segredo.

Stonewall Inn. Foto: Larry Morris para o The New York Times.

Apesar de tudo isso, o Stonewall Inn rapidamente se tornou um lugar importante em Greenwich Village. Era uma boate grande, relativamente barata de entrar.

Era um lugar onde drag queens se apresentavam depois de serem mal recebidas em outros clubes. Era o lugar que recebia pessoas que não tinham casa, moradores de rua gays, que muitas vezes cometiam roubos para entrar. E era um dos poucos bares – senão o único – em que que ainda era permitido dançar.

As batidas policiais ainda aconteciam, mas geralmente os policiais corruptos exigiam propina da máfia para avisar com antecedência, permitindo que os donos dos bares escondessem o álcool vendido sem licença e escondessem outras atividades ilegais.

O lugar podia não ter higiene ou saídas de emergência, mas aquele bar tinha música, dança. O Stonewall Inn tinha liberdade!

Porém, aquela noite de 27 de junho foi diferente. Por volta da 1h20 da madrugada, a polícia apareceu sem avisar, como era de costume.

A noite de 27 de junho de 1969, no Stonewall Inn

Aquela noite, Rusty Rose ainda adolescente, com seus 17 anos, foi ao Stonewall Inn, como já havia feito várias outras vezes, para se divertir em uma noite que parecia como outra qualquer.

“Eu não sabia que ia fazer história”, relembra Rose, quase 50 anos depois.

Os eventos que se desdobraram estavam longe de serem divertidos, mas acabariam por acender a chama do moderno movimento pelos direitos LGBTQ.

Quando foi anunciada a batida policial por volta da 1h20 da madrugada, os donos do bar foram pegos de surpresa. Dessa vez, a polícia havia violado o trato clandestino que tinham e não os avisaram com antecedência.

Nove policiais entraram no clube – alguns à paisana já estavam presentes -, assediaram os frequentadores e, quando encontram álcool ilegal, começaram uma ação.

Os presentes no bar foram instruídos a entrar em fila na parede e providenciar sua identificação. Aqueles cujo sexo não parecia combinar com sua identidade, eram presos, e aqueles sem identificação eram levados a outro cômodo para ter seu gênero verificado.

Prenderam 13 pessoas, incluindo empregados e pessoas que estavam violando o estatuto de roupas apropriados ao gênero. Oficiais mulheres levavam os suspeitos que estavam fazendo crossdress em para o banheiro para checar os gênero deles.

Aquele era a terceira batida policial nos bares gays de Greenwich Village, em um pequeno período. 

As drag queens começaram, se recusando a acompanhar os oficiais aos fundos para terem seu sexo verificado. Ficaram onde estavam.

Diz-se que, quando foi decidido que todo os presentes seriam levados à delegacia, Marsha P. Johnson, uma mulher trans negra, proclamou seus direitos jogando um copo no espelho. Marsha era uma das ativistas mais radicais dessa luta por sua condição de mulher trans negra e trabalhadora sexual.

Marsha conhecia de perto a injustiça, e soube usufruir de sua voz bravamente.

Muitas pessoas concordam que a artista lésbica Stormé DeLarverie foi quem deu o primeiro soco contra a polícia.

Cansados do constante assédio da polícia e da discriminação social, frequentadores, inconformados, permaneceram do lado de fora do bar em vez de se dispersarem, ficando cada vez mais agitados enquanto os eventos se desdobravam e as pessoas eram agredidas pela truculência policial.

Logo no início da confusão, surgiu o boato de que a operação teria acontecido porque os donos do bar haviam esquecido de pagar propina aos policiais. Imediatamente, centenas de moedas e dólares passaram a ser atirados nas viaturas.

Stormé resistiu ao ser levada ao camburão, virou para a multidão que se formava nos arredores do bar e gritou: “Por que vocês não fazem alguma coisa?” Ela escapava repetidamente, e incitava que elas arremessassem objetos, garrafas, pedras, entre outras coisas na polícia. Relatos dão conta de que ela brigou com pelo menos quatro dos policiais por cerca de 10 minutos.

Numa questão de minutos, um protesto inteiro começou, com centenas de pessoas. Pneus eram rasgados e parquímetros arrancados.

Por conta da confusão, os oficiais, alguns prisioneiros e um jornalista do The Village Voice ficaram presos dentro do bar, enquanto as pessoas presentes no protesto tentaram atear fogo no Stonewall Inn.

Os bombeiros e o esquadrão responsável por lidar com protestos eventualmente conseguiram controlar as chamas, resgatar as pessoas e dispersaram a multidão.

Por volta das 4h daquela manhã, o Stonewall Inn já estava em ruínas e as ruas quietas. Tanto a polícia quanto a população hospitalizados e a violência, aparentemente, havia acabado.

Mas a revolução estava apenas começando. Os protestos, às vezes envolvendo milhares de pessoas, continuaram na área por mais 5 dias, trazendo foco à situação sub-humana a que a população LGBTQ era submetida naquele momento.

Boa parte do proteto foi direcionada à sede do jornal Village Voice, depois que a Revolta de Stonewall foi noticiada como “bichice” (“faggotry”).

O que havia sido segredo agora estava fora do armário, e não tinha mais como esconder.

Foto: Diana Davies

Embora não tenha começado precisamente em prol dos direitos LGBTQ, foi uma força galvanizadora para nosso ativismo político, liderando a criação de inúmeras organizações pelos direitos LGBTQ.

Apesar de outros protestos de grupos gays terem acontecido antes, esse foi talvez tenha sido a primeira vez que em as lésbicas, gays e trans viram o valor em se unir por uma causa em comum.

Coincidentemente, no dia 2 de julho de 1969 estava marcado o protesto anual Mattachine Society, que promovia a igualdade de tratamento de LGBTQs. Normalmente, o protesto era tímido e contido. Os homens usavam ternos e as mulheres saias. Era uma marcha pacífica. Era.

Em 1969, pela primeira vez, os manifestantes não seguiram as regras da lei da vestimenta e, em número recorde, fizeram uma festa generalizada, cada qual vestido da maneira que quisesse. Seria a primeira forma da Parada do Orgulho como conhecemos.

Foto: Diana Davies

Michael Fader explicou a atmosfera dizendo: “Todos nós tínhamos uma sensação coletiva como se esse tipo de merda já bastava. Não era nada tangível, que dizia-se um ao outro, era só como se tudo ao longo dos anos tivesse chegado a uma conclusão naquela noite em particular em um determinado lugar. Não que fosse uma demonstração organizada… Todos na multidão sentiram que nunca mais íamos voltar.”

“Nós não iríamos mais andar humildemente durante a noite e deixá-los nos empurrar – é como pisar firme pela primeira vez e de uma maneira muito forte, e foi isso que pegou a polícia de surpresa.”

“Havia algo no ar, a liberdade atrasada havia muito tempo, e nós íamos lutar por isso. Tomou diferentes formas, mas a base de tudo era que nós não iríamos embora. E nós não fomos.”

Eram milhares de nova-iorquinos frustrados com a perseguição sistemática aos indivíduos LGBTQ.

Mas por que a Revolução de Stonewall é tão importante?

Quando o primeiro copo foi jogado, nenhum dos envolvidos sabia que estava alterando o curso da história. O Stonewall Inn não parecia o tipo de lugar que pudesse iniciar uma revolução.

Protestos e revoltas já haviam acontecido anteriormente na Filadélfia em Los Angeles em outras cidades.

Então por que a Rebelião de Stonewall foi o que galvanizou a população queer ao redor do mundo quando tantos outros eventos anteriores falharam em fazê-lo?

Diferente de qualquer outra, a rebelião de Nova York alimentou um movimento em busca da igualdade de sexo e gênero.

Foi uma combinação de demografia, localização e timing certo. Depois da 2ª Guerra Mundial, pessoas LGBTQ se mudaram para outras cidades, especialmente Nova York.

Elas queriam estar perto de outras como si e aproveitar a “liberdade” que o anonimato urbano proporcionava.

Muitos historiadores e jornalistas apontaram que, durante a década de 1960, todo o clima social estava mudando. A Guerra do Vietnã radicalizou a juventude americana.

Quando os jovens foram para a guerra, muitos se envolveram em relacionamentos homossexuais, enquanto nos Estados Unidos havia uma “abertura da sociedade dos EUA” que não poderia ser anulada.

O movimento negro dos direitos civis estava ganhando terreno, os estudantes franceses entraram em greve no ano anterior, o Partido Comunista fez campanha pelos direitos dos homossexuais.

Até então, pessoas LGBT eram vistas como a escória da sociedade vigente. Representavam o submundo tidos como perversos decadentes agressivos e consequentemente eram coisificados por terem comportamentos diferentes do que era considerado normal e padrão.

Quando se coisifica um ser humano ou grupo minoritário quebra-se qualquer possibilidade de empatia por esse grupo pois para ótica da sociedade são apenas coisas. Logo o escárnio as agressões físicas e verbais são legitimados.

Em resumo, a Revolta de Stonewall foi um grande propulsor na luta pelos direitos LGBT por representar um aspecto sociológico de politização da sociedade.

E o mais importante: foram as mulheres trans negras, lésbicas, drag queens, profissionais do sexo, gay, bi e pansexuais que foram o coração e alma dessa insurreição.

Como Roxane Gay escreve: “A cultura queer prospera e sempre prosperou porque a resistência está tão profundamente enraizada em quem somos como nossa sexualidade”.

Rusty Rose, de camiseta branca.

Rusty Rose, aquela adolescente de 17 anos que esteve no Stonewall Inn aquela noite, é agora uma poeta premiado. Um dos poema favoritos dela, intitulado “Coloque o T primeiro, onde ele pertence”, é um grito de guerra para a comunidade LGBTQ não apagar o papel essencial que a comunidade transgênero desempenhou em Stonewall, e no movimento geral.

“Coloque o T primeiro, onde ele pertence! / TLGB e até S para hetero, é assim que nosso acrônimo deve ser”

O que aconteceu depois da Rebelião de Stonewall?

Até que histórias de Stonewall chegassem ao mainstream, as mulheres trans – e particularmente mulheres trans negras – eram frequentemente omitidas. 

No início, a cobertura da mídia não era tão eficiente, mas como a agitação no bar continuou durante as próximas noites, agências de notícias em todo o mundo capturaram fotos de jovens que lutavam contra a polícia.

Isso estimulou marchas nos EUA um ano depois, em comemoração a Stonewall.

Mas a mudança mais importante ocorreu dentro das próprias pessoas queer. Eles eram mais do que uma coleção de barzinhos com desejos semelhantes que se encontravam clandestinamente. Eles eram um povo com uma cultura que merecia direitos políticos e aceitação social.

Se o progresso pareceu rápido para as pessoas LGBT, é porque a Revolta de Stonewall em 1969 é comumente marcada como o início do movimento. Mas em vez de um começo, foi mais uma saída do armário para uma comunidade silenciada que lutou com pouca atenção ao longo das décadas.

Foto: Diana Davies

O The Guardian fez uma belíssima observação: a fotografia em preto-e-branco do Stonewall Inn, tirada pela fotógrafa Diana Davies (uma figura chave na própria liberação gay), conta uma história. 

A imagem é dominada por seu letreiro em néon, mas se você olhar com cuidado, poderá identificar um aviso, em maiúsculas brancas, ao lado da entrada do bar. Suas palavras caíram na história queer: “Nós, homossexuais, pedimos ao nosso povo que ajude a manter uma conduta pacífica e tranquila nas ruas da aldeia.”

A proposta de paz é a coisa que nos move – até mesmo os violentos confrontos com a polícia tinham um objetivo pacífico.

Como um participante nos tumultos de Stonewall comentou: “Quando foi que você viu um bicha revidar? Terça à noite foi a última noite de merda… essa merda tem que parar.”

A multidão era composta predominantemente por pessoas LGBTQ, mas também se tornou uma espécie de evento de contracultura, atraindo hippies, manifestantes dos direitos civis e até turistas.

Além de lançar mão de diversas demonstrações públicas de protestos sobre a falta de direitos civis para pessoas LGBTQ, as organizações que surgiram depois da Rebelião de Stonewall frequentemente usavam táticas como confrontos públicos com policiais e invasão de reuniões públicas para desafiar e mudar a época em que as pessoas viviam.

Aceitação e o respeito do estabelecimento não eram mais solicitados humildemente, mas exigidos agressivamente.

Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera

A base de ativismo radical que muitos homens gays e lésbicas da década de 70 eventualmente puseram em movimento foi responsável por lançar uma tendência não-discriminatória do governo e suas políticas, e ajudou a educar a sociedade a respeito da nossa significante minoria.

Se hoje a homossexualidade não é mais considerada uma doença, muito se deve aos jovens que arremessaram tijolos e garrafas contra polícia em frente ao Stonewall aquela noite.

Hoje, apesar de LGBTQs estarem ocupando vagas no mercado de trabalho formal, este não é um direito reservado igualmente a todos. Segundo dados oficiais, 90% da população brasileira de travestis e transexuais ainda está na prostituição. Da mesma forma, é raro encontrar homens gays e mulheres lésbicas ocupando cargos de importância nas empresas principalmente se eles forem afeminados demais e elas machonas demais.

Em 2016, o presidente Barack Obama designou o local dos protestos, o parque e as ruas do entorno, um monumento nacional em reconhecimento às áreas de contribuição para os direitos LGBTQ e direitos humanos.

Marsha P. Johnson foi encontrada morta em 1992 em um episódio cheio de controvérsias, em que pessoas afirmam que sua morte foi encoberta pela polícia. Para quem quiser conhecer a história de Marsha, tão importante para a luta LGBTQ, eu recomendo o documentário A Morte e a Vida de Marsha P. Johnson, na Netflix. Veja o trailer, em inglês:

O pedido de desculpas da polícia de Nova York, 50 anos depois

“As ações tomadas pelo Departamento de Polícia de Nova York (NYPD) estavam erradas – simples assim”, disse o comissário, James P. O’Neill , durante um evento na sede da polícia. Uma pena que essa declaração só veio 50 anos depois.

Foi uma admissão que os líderes dos direitos LGBTQ disseram que era importante e inesperada.

“Ver o comissário da NYPD fazendo essas observações muito explícitas se desculpando, é realmente emocionante”, disse Corey Johnson, o porta-voz do Conselho da Cidade, gay e que um dia antes havia cobrado desculpas da polícia.

Ainda assim, alguns alertaram o Departamento de Polícia que suas ações futuras precisariam sustentar suas palavras.

“A história de violência policial e criminalização de pessoas LGBTQ infelizmente continua até hoje”, disse Richard Saenz, advogado da Lambda Legal, uma organização nacional de direitos civis .

Durante um briefing de segurança relacionado com a sede do World Pride at Police, o comissário ofereceu o pedido formal de desculpas que os funcionários do Departamento de Polícia, incluindo o próprio O’Neill, disseram durante anos ser desnecessário.

“Acho que seria irresponsável passar pelo mês do World Pride, para não falar dos eventos no Stonewall Inn em junho de 1969”, disse O’Neill. “Eu sei o que aconteceu não deveria ter acontecido.”

Leia também: Como a Rebelião de Stonewall se refletiu no Brasil.

Com informações de: HuffPost Brasil, History.com, The Guardian, PinkNews, New York Times, How Stuff Works, Britannica, Mercado Popular, Visite os USA, All That’s Interesting, Facing Today, ACLU of Oregon, e Quartz.