O Índice de Responsabilidade dos Estúdios da GLAAD revela as áreas de progresso e as problemáticas da representatividade LGBTQ no cinema.

A GLAAD (Aliança Gay e Lésbica Contra Difamação, nos Estados Unidos) divulgou recentemente os resultados do Índice de Responsabilidade dos Estúdios (IRE) de 2019, e prova que 2018 foi um ano memorável para o cinema.

O relatório, que examina a frequência e a qualidade da representatividade LGBTQ nos grandes filmes, é lançado anualmente pela GLAAD desde 2012.

O IRE deste ano revelou a completa falta de representação transgênera em filmes de grande orçamento. Dos 110 filmes analisados pela GLAAD no relatório, nenhum sequer inclui um personagem trans ou em não-conformidade de gênero, uma tendência que foi observada por dois anos consecutivos.

A diversidade racial dos personagens LGBTQ em filmes é outra área problemática. O número total de personagens queer de cor na telona caiu 15% em comparação com 2017, apesar de um aumento notável na representação de pessoas LGBTQ asiáticas e nativas das Ilhas do Pacífico.

Entretanto, a representação LGBTQ no cinema em geral viu um progresso significativo em #20GayTeen (como a cantora Hayley Kiyoko chamou o ano de 2018).

Daqueles mesmos 110 filmes, 20, ou 18,2%, incluem personagens queer. Este é um grande salto se considerarmos o IRE do ano passado, que registrou uma baixa histórica de filmes inclusivos LGBTQ (14 de um total de 109 filmes, ou 12,8%).

Pela primeira vez na história do estudo, a GLAAD encontrou um número igual de personagens gays e lésbicas. Personagens LGBTQ em grandes filmes de estúdio também tiveram mais tempo de tela em geral, um fator crucial que a GLAAD considera quando mede a qualidade e a profundidade da representação queer nos filmes.

Em uma declaração, a presidente e CEO da GLAAD Sarah Kate Ellis destacou o sucesso de grandes filmes como Com Amor, Simon, Deadpool 2 e Blockers, pois eles “trouxeram novas histórias LGBTQ ao público mundial e elevaram o padrão para a inclusão LGBTQ no cinema.”

“A indústria cinematográfica deveria incluir mais histórias de pessoas LGBTQ de cor e transgêneras, e os estúdios estão finalmente endereçando os pedidos das pessoas LGBTQ e aliados pelo mundo inteiro que querem ver mais diversidade nos filmes,” acrescentou.

A GLAAD também está reforçando o pedido de que 20% dos principais lançamentos dos grandes estúdios incluam personagens queer até 2021. Para o relatório completo de 2019 da GLAAD, visite o site da organização.

Por Sam Manzella, para o NewNowNext, traduzido por Leonardo Rodrigues para o QueerFeed.