Raina tinha 25 anos. Era uma jovem muçulmana na flor da idade. Havia feito a cirurgia para mudança de sexo havia um mês em Moscou, na Rússia. Há poucos dias, casou-se com um homem identificado apenas por Victor, e viu seu pai ir à televisão e dizer:

“Tragam meu filho aqui e matem-no na minha frente”.

Sim, o próprio pai dela foi capaz de uma atrocidade dessas. O monstro, Alimshaikh Aliev, descobriu os planos da filha e, em entrevista a uma emissora de TV local disse: “Podem matá-lo, eu não quero vê-lo”.

Raina foi esquartejada.

Ela era do Daguestão, uma região pouco conhecida, entre o Mar Cáspio e a Chechênia. A emissora REN TV noticiou que ela já sofria preconceito pela orientação sexual e passou a sofrer ainda mais depois que decidiu fazer a cirurgia. Aparentemente, o pai teria sofrido um AVC quando descobriu.

Segundo o Extra, o pior, a polícia de Moscou ainda investiga o caso e ainda não identificou nenhum suspeito. Dá pra acreditar?

O dia de Finados já é um feriado um tanto pesado para algumas pessoas. E, infelizmente, vou ser responsável por deixar o dia ainda mais pesado depois dessa notícia. Mas eu, pessoalmente, não consigo saber de uma notícia dessas e ficar quieto.

A capacidade das pessoas agirem a sangue frio com tanto ódio me tira o sono. A crueldade das pessoas não tem limite e isso me entristece demais.

No final das contas, a gente ainda é obrigado a ouvir que o mundo tá chato, e que o preconceito tá na nossa cabeça.