Nessa semana, uma mãe norte americana do estado de Minnesota abriu um processo legal contra sua filha, que é transexual, por ter iniciado um tratamento de transição sem o seu consentimento.

“Chegou ao meu conhecimento que meu filho iniciou um tratamento no Park Nicollet Health Services para fazer a transição de homem para mulher, pago pelo serviço de assistência médica. Eu não fui consultada e nem informada em nenhum momento.” – declarou Anmarie Calgaro.

 No processo e na sua declaração a jornalistas, Anmarie se refere à sua filha de 17 anos sempre com pronomes masculinos. Ela insiste que o processo não busca recuperar seu filho (sic), mas busca propor uma reflexão sobre uma lei do estado do Minnesota que permite a menores de idade buscarem tratamentos médicos sem o consentimento dos pais. Calgaro também declarou que não tem nenhum desejo de manter contato com a filha, que desde janeiro já possui documentos com seu gênero corrigido.

A polêmica sobre o processo da família Calgaro alcança outras esferas além dos direitos dos transexuais: a mesma lei que permite o tratamento de ajuste de gênero para menores, permite a realização de abortos. Se o processo de Anmarie for bem sucedido, essa lei estará ameaçada e mulheres jovens do Minnesota teriam menos poder de decisão sobre seus próprios corpos.

Com informações do NewNowNext.