“Alguém queria fazer uma piada sobre a história ou qualquer outra coisa, ele falava tipo, ‘Não. Isso é sobre amor’.”

O ator Jake Gyllenhaal revelou que Heath Ledger odiava piadas homofóbicas sobre o filme Brokeback Mountain.

Em uma entrevista para o Sunday Today, o ator – que atualmente estrela o filme Homem-Aranha: Longe de Casa – refletiu sobre seu papel indicado ao Oscar, dizendo que ele “abriu muitas portas” e que “definiu” sua carreira.

Quando o filme foi lançado em 2005, foi recebido com aclamação universal e é frequentemente classificado como um dos melhores filmes queer de todos os tempos.

Porém, infelizmente, foi apelidado de “filme de cowboy gay” e muitas vezes foi parodiado por seu assunto.

“Eu vejo pessoas que brincaram comigo ou me criticaram sobre as falas que eu digo nesse filme”, ​​disse Gyllenhaal.

“É isso que eu amo sobre o Heath. Ele nunca brincaria. Alguém queria fazer uma piada sobre a história ou qualquer outra coisa, ele falava tipo, ‘Não. Isso é sobre amor. Tipo, é isso, cara. Tipo, não.'”, disse Jake.

Gyllenhaal disse que percebeu que o filme era “maior” do que ele ou Ledger: “Não se tornou mais nosso. É do mundo.”

No início de julho, Gyllenhaal abriu o coração sobre ser um “cara hétero” em Brokeback Mountain.

“Acho que nós fomos escalados por nossas ‘essências’, sem realmente entendermos o que nossas ‘essências’ eram – e isso é além da nossa sexualidade – nós somos dois caras héteros escalados nesses papéis, mas quem nós somos, quem éramos, Ang [o diretor] podia ver”, disse ele à GQ.

“E eu não sei se eu poderia. Então, quando o filme teve a resposta que teve… Eu não acho que nós reconhecemos o que Ang tinha visto em nós, então ficamos cegos com a profundidade e o eco que o filme fez.”

“Eu não acho que nós já tivemos alguma ideia que teria o impacto que teve. Fazer um filme que somente funciona é um milagre. Quando ressoa até mesmo além disso, é impossível. E não tem nada a ver com você no final.”

Ele acrescentou: “Só de estar em Brokeback Mountain, essa é a sensação que tenho. Eu sinto isso profundamente. Não tinha nada a ver comigo. Veio para mim, tive a honra de fazer parte disso, e agora é de todo o mundo de uma forma que eu mal consigo entender.”