Britânicos queer com mais de 50 anos normalmente têm a saúde física e mental pior que os héteros, conclui uma nova pesquisa.

Um relatório do Centro Internacional de Longevidade sugere que ficar dentro do armário na juventude teve um efeito negativo em pessoas LGBTQ com mais idade.

“Por exemplo, algumas pessoas podem ter escondido suas identidades LGBTQ − sob uma perspectiva de saúde, isso pode tê-las motivado a esconder aspectos da própria saúde pelo medo de ‘sair do armário’,” escreve Brian Beach, o autor do relatório.

“Para outras, isso facilitou uma relutância em acionar serviços de saúde por medo de atitudes discriminatórias dos provedores de assistência médica.”

Pessoas LGBT de idade foram consideradas mais propensas a usar drogas, fumar e beber regularmente, e normalmente menos felizes com a vida.

Algumas reportaram dificuldades no acesso à assistência médica adequada, um problema comum enfrentado por mulheres trans em particular.

Pessoas acima de 50 anos lidam com questões de saúde mental

Questões de saúde mental foram encontradas com frequência especialmente entre “mulheres trans e bissexuais e quem vive em áreas rurais,” enquanto homens gays e bissexuais foram “muito impactados pela epidemia do HIV, devido à perda de amigos e parceiros.”

Algumas das pessoas que vivem com o HIV reportaram medo por serem a primeira geração a envelhecer com o uso de medicamentos antirretrovirais.

“Existe a ideia de que as pessoas de origens desfavoráveis e marginalizadas experimentam um maior estresse a longo prazo,” Beach disse à Fundação Thomson Reuters.

Sobre assistência social e cuidados ao fim da vida, o estudo identificou que os profissionais normalmente ignoram ou interpretam incorretamente relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, e os idosos são “menos capazes de evitar homofobia e transfobia em situações de cuidados.”

Conforme um relatório da Stonewall publicado em 2015, “uma parcela significativa de pessoas LGBTQ mais velhas estão mais propensas a viverem sozinhas, terem apoio limitado das famílias e dependerem de serviços de assistência no futuro.” O CIL analisou dados de 24 estudos existentes para formar o relatório, que não estabelece causa e efeito.

Artigo de Reiss Smith para o PinkNews, traduzido por Leonardo Rodrigues para o QueerFeed.