Em novembro de 2001, o estado de São Paulo aprovou uma lei que pune a discriminação pela orientação sexual. Esse, de fato, foi um importante passo pela luta contra homofobia. Então, por que ainda hoje, 15 anos depois, ainda ouvimos tanto falar em violência e crimes contra a população LGBT? São pessoas que sofrem discriminação em suas casas, na rua, escolas, empregos, em vários casos levando até à morte.

Os casos têm em comum a motivação homofóbica, mesmo que em graus diferentes, em ambos os sexos. O Folha Geral conversou com o terapeuta Bruno Cesas Costomski, criador do Tardemah Terapia, um método que dispensa medicamentos, elimina os bloqueios, mantendo a saúde emocional aos pacientes.

Para Bruno, a atitude homofóbica não passa de uma repulsa ou preconceito e, em ambos os casos, há cura!

queerfeed-terapeuta-bruno-cesar-homofobia-tem-cura“As pessoas passam a ter discriminação pela forma errada que as informações são passadas a ela. Quando se associam atitudes erradas a uma classe da sociedade, ela passa a sofrer com pré-julgamentos. No fundo, a falta de entendimento e informação é que acaba provocando grandes preconceitos”, afirma o terapeuta.

Os preconceitos, sejam homofobia, xenofobia, racismo ou até mesmo a gordofobia, têm como ser revertidos com tratamentos que destacam a importância do respeito e esclarecimento.

“Muitas pessoas têm as suas realidades como ‘oficiais’ e não assumem que existem outras. Elas querem impor suas próprias regras. É preciso tratar esse sentimento”, completa Bruno.

Para casos de homofobia, os tratamentos podem auxiliar famílias que não aceitam os filhos, ampliando o diálogo e diminuindo as chances deste pensamento ser passado para as próximas gerações.

Bruno também defende que é cada vez mais importante considerar acompanhamento terapêutico para culpados de crimes hediondos motivados por quaisquer fobias.

“Essas pessoas têm que pagar pelos crimes, mas apenas deixá-las encarceradas e soltá-las em alguns anos não é uma maneira inteligente de se tratar o problema. É preciso que elas saibam que o pensamento é errado e eliminem essa atitude inteiramente”.

Precisamos, então, divulgar esse tipo de informação o máximo possível, né? Quem sabe um dia não alcançamos uma sociedade com homofobia (quase) zero?