O cantor britânico George Michael, que morreu aos 53 anos, na noite de Natal em 2016 sempre foi apoiador ferrenho dos assuntos LGBT, tendo alguns de seus trabalhos solo mais famosos fazendo referência à sua sexualidade.

George Michael se foi em um ano em que a música perdera David Bowie e Prince. O cantor quase morreu de pneumonia no final de 2011.

Ele saiu do armário após ser preso em abril de 1998 fazendo banheirão no Hyde Park em Los Angeles, na frente de um policial à paisana. Na ocasião, ele precisou pagar 500 libras de multa e prestar 80 horas de serviço comunitário pelo incidente.

“Eu nunca tive um problema moral em ser gay”, declarou.

Prova disso, foi que meses após o incidente, George Michael lançou o maravilhoso clipe de “Outside”, mostrando o dedo do meio para moralidade, com cenas de pessoas fazendo sexo em locais públicos (incluindo o banheiro), enquanto canta os versos “acho que cansei do sofá, e da mesa da cozinha, vamos lá pra fora, eu sei que você quer, mas não pode dizer sim”

“Achei que tinha me apaixonado por uma mulher algumas vezes. Depois me apaixonei por um homem e percebi que em nenhuma das vezes anteriores tinha sido amor.”

George admitiu em uma entrevista que por, volta dos 20 anos, passou por uma fase difícil após ter perdido seu companheiro, o estilista brasileiro Anselmo Feleppa, para o HIV em 1993.

“Tive meu primeiro relacionamento aos 27 anos porque nunca havia feito de fato as pazes com minha sexualidade até os 24 anos”, George Michael disse.

“Perdi meu parceiro para o HIV e levou cerca de três anos para superar; logo depois perdi minha mãe. Eu me senti quase que amaldiçoado”.

George Michael participou de um documentário sobre HIV, lançado no Dia Mundial de Luta contra a AIDS no ano em que saiu do armário. “Staying Alive” é focado nas experiências de seis jovens de diferentes países que foram ou infectados ou afetados pelo vírus do HIV.

Na ocasião de sua morte, instituições de caridade revelaram que George passou sua vida fazendo doações milionárias para causas que cuidavam de crianças, vítimas do câncer e portadores do HIV. Além disso, pequenos atos como voluntariar em abrigos de sem teto e ajudar sua pequena vila em Londres a conseguir uma árvore de Natal, faziam parte do ser humano que George Michael foi.

A fundadora da instituição Childline disse que, além dos royalties do hit de 96 “Jesus to a Child”, George doou milhões de libras para eles e que “Michael era categórico que ninguém de fora da instituição deveria saber quanto ele doara para essa instituições”.

Antes de Amy Winehouse, Sam Smith e Adele, era o George Michael quem sofria por amor, como aponta o Phelipe Cruz do Papelpop nesse magnífico artigo.

Com informações do Independent, Scroll