Pasmem! É isso mesmo. Aparentemente, o filme Bohemian Rhapsody, sobre a trajetória do ícone da música Freddie Mercury, vocalista do Queen, deverá deixar de fora estes “pequenos detalhes”. Quem indicou isso foi o próprio diretor Bryan Singer, em uma entrevista à Entertainment Weekly.

A pequena polêmica – se é que podemos chamá-la assim – começou quando o primeiro ator escalado para viver o lendário músico, Sacha Baron Cohen, anunciou sua saída do projeto em 2013. Na época, o produtor Brian May, guitarrista do Queen, afirmou que a saída de Cohen foi amigável.

O ator, porém, contou outra versão. De acordo com ele, os primeiros sinais de problemas com o projeto apareceram logo no início, quando um dos membros da banda indicou que Mercury morreria na metade do filme. E a partir dali, o foco do filme mudaria para os esforços dos membros restantes para prosseguir com a banda.

“O problema é – e eu entendo que é com qualquer filme biográfico, e eu entendo perfeitamente por que o Queen queria fazer isso – se você está no controle dos seus direitos e de sua história, por que você não se retrataria o melhor possível?”, disse Sacha Cohen.

Depois disso, o projeto foi reformulado algumas vezes, incluindo reescritas de roteiro.

Quando a primeira imagem de Rami Malek como Freddie foi revelada, o diretor confirmou algumas diferenças de opiniões sobre como a vida do vocalista deveria ser retratada na telona.

Rami Malek como Freddie Mercury
Rami Malek como Freddie Mercury

“Nós vamos fazer um filme acessível que celebra a música”, afirmou. “Conta a história, claro, a jornada do herói da trajetória de Freddie através da música e sua vida, e faz de uma forma em que o máximo de pessoas que amam sua música possam aproveitar o filme, que é para todas as idades, mas não se esquiva da história.”

Bohemian Rhapsody cobrirá os 15 anos entre a formação do Queen até sua apresentação icônica em 1985 no Live Aid, 6 anos antes da morte de Mercury em decorrência de complicações da AIDS. Apesar disso, o diretor diz que isso não ignorará totalmente o fato.

“A ênfase do filme está na música e na jornada de Freddie com esses outros três homens incrivelmente talentosos. Não será apenas a história sombria de Freddie, mas isso também será honrado […] Há uma forma de fazê-lo, que está sendo discutida entre os outros participantes, mas ao mesmo tempo é sobre a música”, completa o diretor.

Brian May, guitarrista do Queen e produtor do filme, em entrevista ao Yahoo!, afirmou que a história terá um importante foco no relacionamento de Freddie Mercury com Mary Austin, com quem o vocalista manteve uma amizade, mesmo depois de se assumir gay. Ela foi a inspiração para “Love of My Life”, um dos maiores clássicos da banda.

A produção do filme já dura 8 anos e o lançamento está previsto para o final de 2018.

O negócio é esperar para ver o resultado, né?