Amor próprio, autoestima e confiança. Se você não tem problemas com esses conceitos, sem dúvida conhece quem tem.

Padrões de beleza, expectativas frustradas, comparação e competição são algumas das coisas que nos fazem duvidar constantemente da nossa própria integridade, e por muitas vezes acreditarmos que há algo errado conosco. Lá no fundo, sabemos que todos são diferentes e que não somos inferiores a ninguém, mas ao mesmo tempo, nenhum ser humano está 100% satisfeito com o que é, e principalmente com o que aparenta ser aos olhos alheios.

Aliás, eu acredito que 99% dos problemas com autoestima estão ligados à opinião alheia, ao invés da satisfação pessoal. Por mais felizes e satisfeitos que possamos estar com a vida, bastam alguns olhares de reprovação para nos sentirmos como se tudo o que somos e fazemos fosse um fracasso. Admita: você já se sentiu assim.

Se pararmos para pensar, nos daremos conta de que todo ser humano nos agrada em alguns aspectos e nos desagrada em outros. Ou seja, TODOS experimentam a reprovação em algum momento. Então porque lutamos constantemente contra isso, em busca da plena aceitação social? Eu seria hipócrita se dissesse que consegui superar essas dúvidas e passei a não me importar com o que os outros pensam. Mas já evolui muito, e atualmente a insegurança não é mais algo que me domina (como já foi, na adolescência). Em um determinado momento da minha vida, descobri o que funciona para mim: amor próprio. Mas amor próprio de verdade.

De nada adianta um lindo discurso de auto aceitação, quando o primeiro olhar de reprovação te faz passar a noite repensando o que você é e o que aparenta aos outros. O verdadeiro amor próprio afasta os olhares de reprovação. Quando não afasta, simplesmente garante que não seja percebido ou levado em consideração. Porque quando alguém “se ama” e não tem dúvidas sobre seu estilo de vida e sua aparência, um olhar torto se torna digno de pena. Se torna um olhar equivocado, uma perda de tempo.

E como alcançar esse amor próprio? A partir da individualidade. Do entendimento de que cada ser humano tem suas características, e que o que eu sou não tem nada a ver com o que o outro parece ser. Amar-se é amar as próprias características, qualidades e defeitos, e ter a plena confiança de que um dia tais defeitos serão superados, através do esforço e do conhecimento. É saber que cada um de nós está em uma jornada de aprendizado e crescimento, e que em muitos aspectos já evoluímos.

Amor próprio, para mim, é sentir-se feliz com a vida, com a rotina e os hábitos. É saber que fizemos as escolhas que julgamos mais justas, saudáveis e satisfatórias (mesmo que depois tenhamos nos arrependido). É ter a confiança na própria integridade. Quando temos integridade, os olhares de reprovação parecem nada menos que falta de respeito. E falta de respeito sim, merece reprovação.

Quando se sentir inferior a qualquer outro ser humano, lembre-se de olhar com atenção, e vai perceber que o outro também tem defeitos, e você também tem qualidades. Lembre-se que de perto, todo mundo é louco (que bom!). Lembre-se que você vive a vida que escolheu, e que teve suas razões para isso.

Lembre-se que a atitude agressiva de muita gente é nada menos que a própria insegurança. Então tenha pena de quem te olha com reprovação, e não de si.